Cala-me. Faz tudo ter mais sentido diante da falta de sentido. Apenas abraça-me. Até que meus ossos possam de misturar aos teus. Suspira-me. Para que cada tocar de cílios venha envolvido num soluçar de desejo. Teoriza-me. Para que possamos sentir o debate ferrenho dos nossos corpos defendendo um amor puramente empírico. Suga-me. Até que eu possa me cobrir com tua saliva. Sufoca-me. Até que uma flor de sorriso desabroche sob o ar rarefeito. Respira-me. Até que eu possa sentir tuas narinas dilatadas colarem na minha pele. Sentencia-me. Beija-me. Mata-me. Mas, não me faça parar de sentir.
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