sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sendo...


Sendo


Sou tudo do nada, sou nada de tudo

  O que não cabe na bossa, nem no soneto
Sou olhos nus fazendo filosofia
Sou grito surdo simulando multidão
Sou silêncio regendo coreografia
  O que não cabe na vaga, nem no vagão
Sou 1ª do plural aspirando autonomia
  O que não cabe nos livros, nem nos mapas
Sou clichê, empirismo almejando teoria
Não cabe nas pragas nem nas lendas
Sou palavra sem rima
querendo ser poesia

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