Difícil entender porquês, quando não há praquês. Difícil ter que fingir paz, quando os sentidos declaram guerra. Difícil descobrir que tudo era só um negócio, cujos sócios preservam anonimatos covardes. Difícil perceber que tudo era um jogo e as regras ultrapassavam os sentidos da lógica.
Difícil ver que sentimentos e prazeres não se sobrepõem aos erros cometidos.
Difícil ver que sentimentos e prazeres não se sobrepõem aos erros cometidos.
Amor?! Já não sei se sim. Beiro a certeza do não. Afinal, se amor, logo perdão.
Amor não evapora, não se submete, não se põe à prova.O que emana do meu peito, sim, é amor. Aguardei adolescentemente o reflexo disso no sentido oposto... e meus olhos ressecaram na névoa. Amor não vi. Amor não veio. Amor não há. Mas, descobri que o amor há de ser dado sem aguardo. Amor se faz, não se espera.
Eu fiz amor. Loucamente eu fui amor. Avidamente eu quis amor. Amor não veio.
O Amor se escondeu atrás de erros fúteis, medos infantis. O Amor se escondeu atrás de detalhes – esquecendo-se de ser fonte principal. O Amor se fez negócio. Difícil admitir que com negócios eu não sei lidar. Então, Amor não veio. O Amor cometeu lentos suicídios por medo de viver. O Amor viveu sob grandes riscos por medo de arriscar. O Amor não quis amar. Preferiu voos altos, e me fez rastejar. O Amor me traiu. Difícil ver a arma do desengano apontada para quem tanto amou. Eu. Amei demais. O Amor me enganou. Me fez acreditar que podia ser, quando na verdade me forçou a não ser. O Amor buscava perfeição. E eu, que sofro a maldição de não ser perfeita – admito, Amor. Ai de mim...Vivo sob o sôfrego risco de errar para não mais errar. Aprendo. Mas, o amor não quer saber de me ver crescer. O Amor não sabe esperar. Aprendo. Mas, quando olho pro lado, o amor acena em despedida: - Adeus, Amor. Se não for para saber mesclar-se à imperfeição, não há de ser meu amor. Adeus, Amor. Não sou perfeita, e, de tanto tentar ser aprendi a me perdoar. O Amor não quis perdão. Difícil aceitar que Amor não quer voltar, pois foi acometido pela cegueira da covardia. Atolou-se em insegurança. Estendi as mãos, mas a lama já cobria-lhe os olhos. Não havia força suficiente pra se fazer emergir. Adeus, Amor.
Amor que não sabe ficar é amor que não sabe amar.
(P.S.: Quando voltar a ver, enxerga-me. Envolve-me. Salva-me... Eu sou amor. Eu faço amor. Eu vivo amor. Eu quero, Amor.)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirComo sempre há de ser: PERFEITO, amiga!!!
ResponderExcluirTE AMIGO!!!